
Now playing: The Veronicas - I Can't Stay Away
via FoxyTunes
Nunca fui boa em começar as coisas, também nunca fui boa em terminá-las, sempre preferi o meio, onde já está tudo meio que desenvolvido! Bem, como tudo tem começo meio e fim, vamos lá. Como você mesma disse, as nossas cartas nunca sequer chegaram uma pra outra, as minhas nunca chegaram porque eu nunca recebi nenhuma para responder, as suas não chegaram porque de alguma forma, algo sempre interferia no caminho, e elas sequer chegavam ao Correio. Pois bem, com uma idéia que não tinha nada de magnífica, eu aproveitei a tua idéia de desfazer o teu BLOG e decidi que este seria nosso portal de cartas, onde nós depositaríamos nossas confidências, nossos conflitos internos, nossas mágoas, tristezas e por que não nossas conquistas, alegrias e todos os momentos bons? Pra "final" de conversa, quero deixar claro que nenhuma das situações descritas a seguir foi modificada de sua versão original, tudo simplesmente retirado das memórias a longo e curto prazo e colocada aqui aos olhos de quem quiser ler!
Bia...
Bia, como sempre te chamei, e assim que continuarei chamando-a, porque não te imagino com outro nome que não seja este, ele combina com você, porque não é sua obrigação adequar-se a nada que esteja ao teu redor, não é do seu feitio, não é natural, o natural é que na maioria das vezes te aceitem e te amem por você ser exatamente do jeitinho que é, esse jeito que eu AMO! Cresci contigo e cada vez que te vejo cresço um pouco mais, teu caráter, tua determinação, tua energia que contagia, teu jeito marcante... Tudo isso serviu e ainda serve como abrigo, como um espelho onde eu vejo o reflexo que pretendo ter um dia, lembro das nossas brincadeiras de criança, crianças estas que ainda somos, alerta, mula, pega-pega na piscina, sereias.. Sim, éramos crianças felizes, sinto falta daquele ESCORREGAR NA LAMA e sujar a bunda com a calça de moleton que todos nós usávamos porque a lama era gelada, sinto falta de chorar no teu ombro com saudades da mamãe, sinto falta dos teus conselhos e dos teus sermões, falta do teu jeito de me mostrar que não doía tirar uma farpa do dedo, mas sim rasgar a mão na demonstração, enfim, sinto falta de você. Não me lembro de tê-la visto chorar muitas vezes, porém lembro que eu sempre chorava, até mesmo hoje, quase mulher continuo derramando rios de lágrimas. Cascas duras de superfícies ásperas e interior macio e frágil, somos como ostras, aquelas com pérolas dentro, que por fora são duras porém por dentro escondem algo realmente valioso. Não contarei meu dia, afinal para quê estressar a você também, estressada já basta EU. Vou ficando por aqui, acho que como primeira "carta" já falei até demais, agora é a SUA VEZ! Eu te amo! =D